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:) CanalSonora (:

_________________________________ a 37° 7′ 0″ N, 7° 39′ 0″W ____________________________ ~pequenos livros ~ grandes segredos ~ volumes portáteis ~ emoções resguardadas~

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PEDRO JUBILOT | Cartas da Mancha

A apresentação de 'Cartas da Mancha', o mais recente livro CanalSonora, pelo autor Pedro Jubilot acontece no proximo sábado 24 de Novembro, na Biblioteca Municipal de Tavira, pelas 15hoo. 

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PEDRO JUBILOT | Cartas da Mancha

'Cartas da Mancha',  O novo livro de Pedro Jubilotna CanalSonora, encontra-se já em fase de pré-lançamento, que ocorre na proxima sexta, dia 23 de novembro, pelo que pode ser aquirido em PRÉ-VENDA/ENCOMENDA  a preço de lançamento - DESCONTO DE 13% , a 7,oo e. (Portes Grátis) - Pedidos por mensagem.

 

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DÁRIO AGOSTINHO | foto | grafias

Nada melhor que o autor para falar da sua criação, obvimente explorarando o tema sempre actual da foto|grafia e da vida, e da vida da CanalSonora. Dário Agostinho, na apresentação de 10 de novembro, na Casa Álvaro de Campos, em Tavira.   ~  Ouvir « 

 

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DÁRIO AGOSTINHO | foto | grafias

Sábado, 10 de novembro, pelas 17h30, é na Casa Álvaro de Campos em Tavira que terá lugar uma nova apresentação de  foto | grafias, de Dário Agostinho, em que o autor estará acompanhado de Pedro Jubilot. Neste mais recente volume portátil da CanalSonora, escreve-se  sobre, mas não necessariamente acerca de, fotografias. Isto porém não quer dizer muito, ou talvez diga muito pouco.O que é certo é que as imagens fotográficas habitam lado a lado com os textos,  esperando-se que a paz seja mantida entre ambos.

 

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o menino Niépce tinha

o hábito cruel de matar

formigas com uma lupa.

 

assim que o feixe concentrado

de luz as atingia

rebentavam como pipocas.

 

o menino Niépce não sabia

mas andava a treinar

para inventar a heliografia.

ANTÓNIO JOSÉ VENTURA | Tudo O Que Escrevi 1987-2017

António José Ventura acaba de ver lançada pela editora Sul, Sol e Sal, uma antologia dos seus poemas intitulada 'Tudo O Que Escrevi' que reune 17 poemas inéditos, para além da sua obra já editada entre 1987 e 2017, onde se inscreve o livro 'O Tempo A Correr' que a  CanalSonora editou em outubro de 2016.

 

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Projecto para a reconstrução da Atlântida

 

Na biblioteca do Nautilus um mapa

tudo o que salvou da ilha submersa.

Decifrar o mapa e todos os seus símbolos:

a descrição dos arquipélagos

e das enseadas da costa

a rosa dos ventos e a bússola sem ponteiros

a cidade em branco

as linhas da mão reflexo do mapa.

DÁRIO AGOSTINHO | foto | grafias

Maria Afonso  sobre  foto | grafias

 

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Um sótão repleto de caixas de memórias. Algumas chegaram por carta, pedaços de papel grossos a que o tempo vai golpeando os cantos. Quantas vezes olhámos a mesma fotografia só para termos a certeza de que existimos. Ainda que nada saibamos das fotografias mais belas amamos a nitidez ou o desfoque. Os jogos de luz e sombra. A nostalgia num pedaço de papel que não se vê. Todos os silêncios. O sobressalto da cor. Inventamos uma câmera por dentro e aprisionamos a luz. Adormecemos nas pregas das vestes de uma deusa grega. Tombamos em gestos puros cristalizados no infinito. O tempo reclama-nos os olhos. Os sentidos baralham-se no estrondo das palavras.

Quanto tempo demoramos a olhar uma fotografia?

Uma fotografia não é um poema?

Dário Agostinho tem duas armas poderosas na mesma mão. Câmera e palavras. Uma obriga-nos a contemplar, a outra a pintar. Uma parede ao fundo pode ser o movimento de translação a cumprir-se. Sem pontos finais. Os pontos finais interrompem o silêncio. O silêncio é um sopro de poalha. Brilha no sótão. Retarda a imagem e perpetua a palavra.

VÍTOR GIL CARDEIRA | Espuma Evanescente

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O Tempo das Romãs

Os dias sucediam-se sem memórias que me fizessem olhar para trás. Nem sequer para o hoje que se esvaia nas penumbras da noite. Alguns escombros que se atravessavam nos caminhos difusos da jornada eram transpostos com a facilidade da juventude que me tornava eterno e irresponsável. Mas como mudei em três anos! Vivia para ela e vivia dela. Os dias passavam e a embriaguez sussurrante das fímbrias dos seus vestidos entaramelavam-se nos meus sentidos. Relia no meu corpo a sensação cruenta e terna dos afagos de minha mãe. Os pensamentos não engrenavam no segmento seguinte e encavalitavam-se em cacos de ideias incompreensíveis e dolorosas. A amálgama de ideias impedia-me a ação. Ruminava imagens sem profundidade de campo de onde emergia o seu corpo envolto em roupagens finas e esvoaçantes. Das transparências assomava a carne concupiscente que me embriagava a existência. O meu corpo era refém do seu corpo fremente e lascivo. Só a carne assumia a impossibilidade de continuar a idiossincrasia das palavras. A independência das atitudes de uma vida sem perplexidades. Nada do que interessava se reproduzia por si mesmo. O que regia o tempo não era o tempo. A proximidade dos corpos controlava a mecânica do devir impossibilitando a construção de identidades autónomas e perenes.(…)

MARCO MACKAAIJ | Perdidos e Achados

Para quem perdeu a edição limitada em Novembro de 2017, da plaqueta 'Perdidos e Achados' de Marco Mackaaij, a versão digital está ainda disponivel em perdidos e achados 

O momento perdura.

O eterno perece. 

 J. Eijkelboom

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      CS27 | plaq~nov17|  Marco Mackaaij ~ Perdidos e Achados

                 Capa:  Telefone de mesa “Aptofone”, Anos 30 – Património Telecomunicações.

         Acervo Fundação Portuguesa das Comunicações ~ Fotografia: Luís Filipe C.  de Oliveira              

CanalSonora  a  37°7′0″N, 7°39′0″W ~tavira ~algarve ~portugal          canalsonoraeditora.blogs.sapo.pt

~pequenos livros ~ grandes segredos ~ volumes portáteis ~ emoções resguardadas~

PEDRO JUBILOT | Cartas da Mancha

‘Cartas da Mancha’, é o novo livro de Pedro Jubilot. Segue-se a ‘Telegramas do Mediterrâneo’ (2016) e ‘Postais da Costa Sul’ (2013), onde ensaia rotas para um itinerário poético delineado a partir da CanalSonora – o cais de embarque para uma viagem de escrita libertadora, extasiante, de imaginar destinos, percursos… - no rebuscar de coisas que estariam ou estavam perdidas no sempre que nunca voltará, e para nos assolarem das mais diversas reminiscências.

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anda ver o céu, aqui no pátio estirados nas cadeiras de lona às riscas.

esticar as pernas, respirar fundo e esperar que um livro nos caia nas mãos e se abra num sonho de poesia

porque não te deitas ao meu lado

depois de arrefecer a tarde, fecha-se o livro e viveremos melhor

 

DÁRIO AGOSTINHO | foto | grafias

foto | grafias é uma viagem de Dário Agostinho pela fotografia e pela escrita. Escrever “sobre” mas não necessariamente “acerca de” fotografia. Isto talvez diga muito pouco mas, o que é certo, é que imagens fotográficas habitam lado a lado com textos. Que a paz seja mantida entre ambos.

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VAN S.a | Déjà Vu

Assim vai a tarde. chuvisca apenas, depois da tempestade de ontem. são 15h30, estão 17º, o vento sopra moderado de oeste. a aplicação localiza-nos no 1er arrondissement, pont des arts. 

O rio fica tomado de cores de açúcar mascavado. e mesmo assim se espelha. vale a pena perguntar quem somos – aquela pessoa nele reflectida? ou aqui, devemos  esperar  que o seu sentido varie no tempo e que a imagem siga na corrente alternada.

A chave do amor lançada ao sena não (a)pagará senão esta romântica cena.  enquanto esse metal corre na corrente, na rede, no (en)cadeado onde esta promessa se prende ficará a enferrujar, às mudanças nas estações ou intempéries das relações dos corações, cuore, couers, corazóns & hearts. mas assim creio não darás um passo (em falso) na iminência da ponte cair com o peso de todas estas paixões.

Aqui, esperamos que sigam o seu desperdício na corrente contínua. num tempo em que se acumulam as datas dos dias marcados por tantos tipos de violência perpetrada em nome de coisas tão antigas e que ainda assim continuam incompreensíveis.

Acendemos as velas cuja luz não chega para alumiar na escuridão devastadora que perpassa. Sem querermos cair num discurso apocalíptico já demasiado explorado, é certo que cada vez mais a paz  precisa de uma oportunidade.

Amamo-nos num luxo de clichés: rosas, champagne,  piaf, e  Casablanca (‘we’ll always have Paris’) na tv  cabo do hostel da rue mazarine. c’est la vie….

BARRANOVA | Limite - Tempo

~ ainda é tempo de viver no segundo verão que se deixa ficar nos dias que já

se encurtam de sol, embora aquecendo nas horas que sobram, custa esta transição,

do privar dessa liberdade que o estio dá, para se perder nos dias, errar nas horas,

esquecer os minutos no aliviar do relógio. e no pesar de nada fazer ~

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MARCO MACKAAIJ | na FLO 2018

N próxima quarta-feira, 18 de Julho, pelas 21h30 na FLO - Feira do Livro de Olhão, o autor Marco Mackaaij, que lançou recentemente 'Em Segunda Língua', o seu segundo livro na CanalSonora, participará numa conversa moderarda por Adriana Freire Nogueira. Também participam na sessão João Luís Barreto Guimarães, o mais recente premiado com o prémio António Ramos Rosa, e a professora universitária e tradutora Catherine Dumas.

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CANALSONORA | na Livraria Poetria

A livraria Poetria, na rua das Oliveiras nº72, no Porto, acolhe as edições da CanalSonora. Pequenos livros, grandes segredos que têm de ser vistos para poderem ser lidos. Peçam que vos mostrem as emoções resguardadas nestes volumes portáteis, ali onde «A poesia, se não for o lugar onde o desejo ousa fitar a morte nos olhos, é a mais fútil das ocupações.»  (Eugénio de Andrade)

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MARIO RODRÍGUEZ | Inventario

O autor espanhol, que é já um habitué dos eventos de poesia que acontecem no Algarve, regressa à região a 21 e 22 de junho, para apresentar ‘Inventário’ o seu mais recente livro bilingue, traduzido por Fernando Pessanha. As apresentações em Vila Real de Santo António (Biblioteca Vicente Campinas, 18h) e Tavira (Casa Álvaro de Campos, 21h45) estarão a cargo de Vítor Gil Cardeira. Mario Rodríguez García trata a poesia com o mesmo cuidado com que ama a Serra de Aracena onde vive, ou como lhe agrada descer ao litoral, sempre com o olhar desperto para as paisagens e o coração aberto para as pessoas. Amante de fotografia, e da cultura e língua portuguesas, sempre sentiu necessidade de ter as suas sensações traduzidas. Quando participou no evento ‘Poesia a Sul’ conheceu as edições da CanalSonora e esse contacto visual tornou-se desejo, feito livro, agora tornado realidade.

 

Tiempo de cerezas

 

Es difícil concretar el momento.

 

Establecer el día

de culpa o de heroísmo,

cuándo creció la mata,

dónde abrió los pétalos

y quién lo supo antes.

 

Conocer el instante

de alinearse planetas,

dedos y labios, cómo,

al descuido de virtudes

o decoros, alcanzaron

las manos su destino,

las rutas que siguieron.

 

Suerte que, para el regreso

al beso y la caricia,

nunca necesitamos

de los aniversarios.

                              

                                                                    

                                                                                                                                                   

Tempo de cerejas

 

É difícil concretizar o momento.

 

Estabelecer o dia

de culpa ou de heroísmo,

quando cresceu a floresta,

onde desabrocharam as pétalas

e quem antes o soube.

 

Conhecer o instante

do alinhamento de planetas,

dedos e lábios, como,

ao descuido das virtudes

ou decoros, alcançaram

nas mãos o seu destino,              

as rotas que se seguiram.

 

Felizmente que para o regresso

ao beijo e à carícia,

nunca precisamos

de aniversários.

 

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MARCO MACKAAIJ | Em Segunda Língua

A CanalSonora tem o prazer de anunciar que se encontra já disponível a edição do novo livro de Marco Mackaaij.

Escritos originalmente em português, os poemas de Em Segunda Língua apresentam um balanço poético entre dois países e duas culturas, numa mesma vida.

A apresentação por Luís Ene será no ARCM bar em Faro, no próximo dia 17 de Junho (domingo) pelas 18h.

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RELER

 

Logo depois

lês o que tinhas em mente,

não o que escreveste.

 

Anos depois

lês o que escreveste.

Mas o que tinhas em mente?

MARIA LUISA DOMINGUEZ BORRALLO e ELADIO ORTA | em Tavira

Dois dos poetas espanhóis que participaram na revista AguasVivas, publicada em 2016 pela CanalSonora, estarão presentes em Tavira, na Casa Álvaro de Campos para uma sessão de leituras que decorre da edição dos seus livros mais recentes pela madrilena Amargord ediciones em 2017. Na apresentação, María Luisa Domínguez Borrallo e Eladio Orta serão recebidos por Pedro Jubilot.

 

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... de AguasVivas 

 

EladioOrta 

PRELUDIO

 

callada y triste

como una niña sin respuesta

busca la lluvia en mi brazo y

recorremos la arboleda

rompiendo versos a pedazos

escribiendo mal a conciencia

porque bien ya otros lo hacen

y no ha ocurrido nada

tan sólo

han levantado admiraciones.

                              ~ 

calada e triste

como uma menina sem resposta

busca a chuva no meu braço e

percorremos o bosque

rasgando versos em pedaços

escrevendo mal de propósito

porque bem já os outros o fazem

e não aconteceu nada

apenas 

levantaram admirações

 

 

Maria Luísa Dominguez Borrallo                                                          

TIEMPO ROTO / TEMPO QUEBRADO


Si en el azar del caos

atisbas el último respiro
de tu nombre en mis palabras.
Si el grito acalla esta historia
sin fondo ni techo
y el eco atraviesa los gemidos
de un orgasmo en mi garganta.
Es que te mueres amor
por haber dormido el tiempo,
es que perezco en este trance
de descolgar de tu mirada
los días que hemos perdido
sin amarnos.

                             ~ 

se no azar do caos

vislumbras o ultimo folego

do teu nome nas minhas palavras

se o grito silencia esta historia

sem fundo nem cobertura

e o eco atravessa os gemidos

de um orgasmo na garganta

és tu que morres amor

por teres adormecido no tempo

porque pereço neste transe

de descolar da tua vista

os dias que perdemos

sem amarmos

FERNANDO PESSANHA | microconcerto no EDITA

In Tento Trio apresenta-se em Punta Umbria no proximo sábado 5 de Maio, no âmbito do 40º Festival IberoAmericano de la Edición, la Poesia y las Artes. O microconcerto '3 poemas musicados' acontecerá no Teatro del Mar, pelas 13h30 locais. Do trio faz parte como pianista Fernando Pessanha, o autor do conto bilingue «A Musa/La Musa» editado pela CanalSonora em 2016.

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FERNANDO CABRITA | na rota dos festivais

Fernando Cabrita continua na sua rota de levar a poesia portuguesa a eventos e festivais por todo o mundo. Nestes últimos dias de Abril esteve em Fez, dirige-se agora em Maio para Eskeshir, na Turquia e depois chegará a Marrakech. 

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Editou já dois livros pela CanalSonora'Ça C'est Ma Riviére' (2015) e 'Três Odes'(2017)

De 'Ode ao Vento'

 

(...)

Pergunto-me por onde andarás hoje,

irmão branco sem cor da névoa.

Que outros faustos visitará teu corpo entre cegueiras de luz?

O dia amanheceu, amaciado e limpo,

na transparência das casas por onde andámos antes.

Tu e eu,

criatura mortal e coisa etérea,

tu e eu, ser efémero e efemeridade eterna,

tu e eu, pessoa e brisa,

sempre tu e eu no palco branco

de um passado antigo.

O mar está lá, sempre,

lá onde tudo é fugaz e perpétuo,

lá onde só a memória sobrevive,

ao sul,

cada vez mais ao sul,

sempre ao sul do sul de todo o sul,

sempre canções de embalar e brevíssimas melodias de águas.

 

Por onde andas, irmão profundo?

Que clara noite acolhe teu corpo de invisível nuvem?

Delidos de ti vamos, iniciais e puros.

Nada respira nesse imperturbável hálito dos deuses.

Nenhum hausto de horizonte permanece.

 

De manhã ressumas um ar sem nome e sem idade.

De manhã cresces nas volutas de luz que dão as praias,

e as montanhas

e a clara voz do nosso olhar.

De manhã somos assombro e deslumbramento,

e nada é vão, e nada é triste mesmo quando há tristeza,

e tudo é novo como uma árvore jovem que tem ainda todos os céus por habitar.

(...)