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:) CanalSonora (:

_________________________________ a 37° 7′ 0″ N, 7° 39′ 0″W ____________________________ ~pequenos livros ~ grandes segredos ~ volumes portáteis ~ emoções resguardadas~

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MARIO RODRÍGUEZ | Inventario

O autor espanhol, que é já um habitué dos eventos de poesia que acontecem no Algarve, regressa à região a 21 e 22 de junho, para apresentar ‘Inventário’ o seu mais recente livro bilingue, traduzido por Fernando Pessanha. As apresentações em Vila Real de Santo António (Biblioteca Vicente Campinas, 18h) e Tavira (Casa Álvaro de Campos, 21h45) estarão a cargo de Vítor Gil Cardeira. Mario Rodríguez García trata a poesia com o mesmo cuidado com que ama a Serra de Aracena onde vive, ou como lhe agrada descer ao litoral, sempre com o olhar desperto para as paisagens e o coração aberto para as pessoas. Amante de fotografia, e da cultura e língua portuguesas, sempre sentiu necessidade de ter as suas sensações traduzidas. Quando participou no evento ‘Poesia a Sul’ conheceu as edições da CanalSonora e esse contacto visual tornou-se desejo, feito livro, agora tornado realidade.

 

Tiempo de cerezas

 

Es difícil concretar el momento.

 

Establecer el día

de culpa o de heroísmo,

cuándo creció la mata,

dónde abrió los pétalos

y quién lo supo antes.

 

Conocer el instante

de alinearse planetas,

dedos y labios, cómo,

al descuido de virtudes

o decoros, alcanzaron

las manos su destino,

las rutas que siguieron.

 

Suerte que, para el regreso

al beso y la caricia,

nunca necesitamos

de los aniversarios.

                              

                                                                    

                                                                                                                                                   

Tempo de cerejas

 

É difícil concretizar o momento.

 

Estabelecer o dia

de culpa ou de heroísmo,

quando cresceu a floresta,

onde desabrocharam as pétalas

e quem antes o soube.

 

Conhecer o instante

do alinhamento de planetas,

dedos e lábios, como,

ao descuido das virtudes

ou decoros, alcançaram

nas mãos o seu destino,              

as rotas que se seguiram.

 

Felizmente que para o regresso

ao beijo e à carícia,

nunca precisamos

de aniversários.

 

MARIO RODRIGUEZ.jpeg